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terça-feira, 24 de junho de 2014

Espaço Sagrado



Quando morava sozinha sentia falta da solidão da casa quando morava com meus pais. Agora ela está por todos os cantos. Coloco Jorge Drexler pra preencher todo o ambiente, sua música me lembra algo íntimo, doce, sutil, assim como a intimidade que tenho com a casa vazia. Nos primeiros dias que voltei pra casa pequenas arrumações me animavam, limpava a casa como quem limpa a própria alma, mas continuo a mesma. Estou cansando dessa simples rotina, que na verdade é muito complicada. Há tantos detalhes: o pó dos móveis, a poeira do chão, as manchas a umidade, a dispensa, os roupeiros, a geladeira, os banheiros, os cantos esquecidos que precisam ser limpos, a segunda gaveta da cozinha com os talheres maiores, a areia da gata, as plantas...tudo isso e as pessoas descansam na frente da televisão. Para mim todo espaço é sagrado e deve conter partes nossas em forma de energia. 
Já fiz limpeza energética na casa com palo santo (muito bom por sinal), sal amargo e confeccionei um filtro dos sonhos para sala. Na verdade tentei colocar pedaços de mim espalhado pela casa, porque me sinto deslocada, porque tenho que respeitar meu próprio espaço sagrado.

segunda-feira, 14 de março de 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Soprando sonhos

Acordar domingo pela manhã quando no final de semana o caos assumiu vida própria é um pouco difícil. O tédio se espalhou pela casa e o tédio era eu. Fiquei mal, me senti tão sozinha, o que me restou foi dormir. Mas dormir cansa, e tristeza demais também. Precisava desabar mas não tinha ninguém e o problema era que não sabia desabar, e essa foi a conversa que tive com um amigo, um querido amigo, o Gustavo, que me deu um ombro amigo pela janelinha do msn. Obrigada querido e amado amigo!

Os dias em Lagunas estão sendo tristes e não há um motivo em especial. Talvez seja o fato de estar muito sozinha e não me esforçar para buscar companhia. E por um momento de lucidez parei para pensar no que minha vida se transformou. Por que uma coisa é você ficar triste, outra é você parar pra pensar, e parar mesmo e se perguntar: "O que tenho sido?". Tenho guardado muitas mágoas por esses tempos e levado a vida tão a sério, que acabei assim. Conseguir transformar o que sinto em uma realidade mutável é o que tanto quero. Isso está me cansando.

Laguna está cinza e eu também.


by Alexandre Brandl


Admito que esse domingo combinou perfeitamente com o meu humor. O dia frio e chuvoso acabou me dando uma idéia, aliás quem me deu a idéia foi a Lolla do blog Hello Lolla, lá tem tantas coisas adoráveis, e hoje fui fazer uma visitinha rápida e encontrei uma receita de um bolinho de limão com iogurte, foi então que resolvi me aventurar pela cozinha: coloquei Joe Hisaishi no som e tive uma tarde agradável. Fiz o bolo com algumas alterações, como não tinha mirtilos e framboesas no mercado, coloquei cereja no bolo, e foi aprovado pela família, menos o lemon curd que tentei fazer pra colocar no bolo e servir de acompanhamento também, ficou muito ácido. Mas farei de novo o bolinho e postarei aqui com fotos.


Aproveitando os bons ventos que decidiram soprar nesses dias tão estranhos e solitários, assisti a uma apresentação fantástica promovida pelo SESC aqui de Laguna que vale a pena deixar registrado. A apresentação musical tinha como compositor o músico Felipe Coelho no violão de 7 cordas, Elias Vicente e Tales Custódio no violino, Marcos Origuella na viola, e, Frederico Malverde no violoncelo. O CD "Cata vento", o qual comprei, tem influência do jazz, da música oriental e espanhola (ambas gosto muito) e da música contemporânea brasileira, que lembram trilha sonora de filme, aliás quando estava assistindo lembrei muito do compositor japonês Joe Hisaishi, cuja música faz lembrar paisagens incríveis. Como se estivesse viajando em um trem por regiões montanhosas, vastos campos, etc.
M a r a v i l h o s o!




Há um tempo atrás em uma visita aos meus tios em Joinville, comprei um CD bem bacana, que costumo escutar quando decido cozinhar ou criar um clima especial.
É o "Half the perfect world" da Madeleine Peyroux.
Com o clima da música "La Javanaise" espero começar mais uma semana bem.

La Javanaise

"La vie ne vaut d'etre vécue sans amour - A vida não vale a pena ser vivida sem amor"


Uma ótima semana pra quem passar por aqui!

sábado, 26 de fevereiro de 2011


Lordy don't leave me
All by myself
Good time's the devil
I'm a force of heaven
Lordy don't leave me
All by myself
So many time's I'm down
Down down
With the ground
Lordy don't leave me
All by myself
Whoa, in this world
Lordy don't leave me
All by myself

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011