Todos colaboram para a minha solidez, de certo modo. É algo involuntário, mas acontece. Tenho vontade de chorar todos os dias e não choro; me sufoco cada vez mais em meus devaneios. Não me sinto só, me sinto triste. Tenho todas as coisas que preciso e isso é tudo. Gostaria de escrever um diário e todos os dias seriam os mesmos; é por isso que não escrevo. Os anos passam e apesar das experiências, me descubro, ou melhor, confirmo minha existência destituída de sentido. Consigo que as coisas fiquem sãs por algum tempo, ou pelo menos que aparentem adequadas a rotina, e por fim elas desmoronam. E nesses momentos de desespero encontro um pouco de autenticidade em meu ser. E a única palavra que me corrói, que atiça os meus antigos receios é a solidão. Solidão nessa madrugada enquanto sonho e os sonhos me pertencem. Essa segurança me agrada; ninguém pode ver o que sonho, com quem sonho ou que me assombra. Fora isso nada me pertence, e tudo é tão efêmero. Gostaria de me fazer entender...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Devora II
Daniel observava pela janela do velho prédio que decidiu fazer sua morada. Tantos anos se passaram e seu coração ainda se sentia tão agitado. Desde aquela noite estranha algo havia mudado sua simples rotina; algo que seu forte espírito pode perceber.
De seu frio quarto olhava através da janela da sua alma, enquanto as estrelas estavam sendo tocadas pelo silêncio. Ele fechou os olhos, sorriu nas sombras e esperou.
De seu frio quarto olhava através da janela da sua alma, enquanto as estrelas estavam sendo tocadas pelo silêncio. Ele fechou os olhos, sorriu nas sombras e esperou.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Alemanha
Aqui estou
de volta
a gélida e carente Alemanha
senti falta do seu aroma
das ruas tristes
das casas amorosas
ah, os telhados!
esses telhados que te tornam única
tão especial a esses olhos virgens
te guardo aqui no bolso
um cartão postal
uma lembrança
nas minhas memórias de sangue
na minha doce paixão por ti.
domingo, 10 de janeiro de 2010
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Não vou me entregar as suas intenções maldosas, por mais que eu tenha tempo e desse tempo eu faço meu túmulo em vida. Corpo fechado; é como se eu não tivesse voz, é como se eu não importasse, o que sou por dentro. Rumo; era o que eu estava procurando, mas sempre desviando. E o que pode acontecer agora? Pra me tirar desse inferno, desse inferno que queima no meu peito. Quais demônios ainda tenho que enfrentar? Não passo de chamas e cinzas.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
ainda não encontramos o paraíso
Pode ver que é meu sangue?
respirando nosso próprio veneno
para o fim.
Tudo está ficando um pouco sombrio ultimamente
pode ver que é meu sangue?
que você é meu sangue
fervendo.
respirando nosso próprio veneno
para o fim.
Tudo está ficando um pouco sombrio ultimamente
pode ver que é meu sangue?
que você é meu sangue
fervendo.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Pérolas Vespertinas II
Coloquei as mãos no bolso
joguei fora as cinzas
do nosso último encontro
como pode sustentar essa superficialidade?
só charme vazio
o brilho da ilusão.
Vou devorando meus desejos
mordendo meus lábios
até sangrar
perpétuo silêncio
tudo dentro de um só.
Não é mesmo fácil amar
o efêmero.
As linhas do rosto irão se acumular
mas as sensações são passageiras.
Não entrei no trem
esqueci as passagens encima da mesa
junto com o meu copo de solidão.
joguei fora as cinzas
do nosso último encontro
como pode sustentar essa superficialidade?
só charme vazio
o brilho da ilusão.
Vou devorando meus desejos
mordendo meus lábios
até sangrar
perpétuo silêncio
tudo dentro de um só.
Não é mesmo fácil amar
o efêmero.
As linhas do rosto irão se acumular
mas as sensações são passageiras.
Não entrei no trem
esqueci as passagens encima da mesa
junto com o meu copo de solidão.
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